Arquivos de dezembro, 2016

Feliz ano Novo

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Jornada digital em seguros: o cliente no centro da estratégia

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As seguradoras têm poucas oportunidades para encantar seus clientes. O contato com o segurado se inicia normalmente de forma indireta. Após a contratação, quando há alguma interação, ela ocorre na utilização de algum serviço oferecido na apólice ou em um sinistro. Será que é possível ampliar esses valiosos momentos?

As empresas têm apostado em iniciativas institucionais de forma a posicionar seu cliente como centro da estratégia, que demonstram o interesse delas em fornecer produtos ou serviços que atendam às necessidades atuais de seus clientes, podendo até os surpreender antecipando futuras demandas.

A aplicação dessa disciplina de forma consistente multiplica os clientes satisfeitos, leais à marca, com potencial para adquirir novos produtos e fazer recomendações.

Mas, de forma geral, ainda é amplamente colocado pelos consumidores que o seguro é um “mal necessário”. Além disso, a qualidade de uma seguradora é normalmente percebida a partir da ocorrência de um sinistro. E quando ele não ocorre, a baixa interação entre segurado e seguradora torna mais difícil a fidelização do cliente.

Para viabilizar uma maior interação entre seguradora e cliente, são necessárias soluções digitais para ampliar o escopo de serviços prestados pela seguradora, tornando-a verdadeira parceria na gestão de riscos que fazem parte do dia a dia dos seus clientes.

As soluções digitais são necessárias e esperadas pelos segurados. Segundo o Global Digital Insurance Benchmarking Report 2015 da Bain & Company, 79% dos consumidores dizem que usarão o canal digital para interagir com a sua seguradora nos próximos anos. Vejamos alguns exemplos de ações proativas facilitadas pelo canal digital.

E se o nosso seguro saúde nos lembrasse, no momento correto, sobre a necessidade de realizar novamente os exames de rotina, aqueles que quase sempre esquecemos?

E se nossa previdência cuidasse do futuro de nossas famílias, aconselhando sobre formas simples de planejamento de longo prazo, dentro da realidade financeira atual, para melhorar a renda no momento da sua aposentadoria? O mesmo vale para planejar o futuro de cada um dos nossos filhos, auxiliando a entender o investimento necessário em educação.

O que esses exemplos têm em comum são jornadas digitais que antecipam as necessidades do cliente e que oferecem soluções simples e adequadas para atendê-lo. Elas são construídas com a utilização de metodologias de levantamento das necessidades sob a ótica do cliente e proposição de interações digitais que atendam o objetivo de melhorar a sua experiência. Resultado: o segurado tem experiências surpreendentes.

As jornadas digitais que mantém o cliente no centro podem ser voltadas para temas como sinistros, endosso, renovação, contratação de novos seguros, entre outros. Oportunidades aqui são infinitas.

Há impactos positivos em processos, produtos, metodologias de trabalho, colaboradores e parceiros. O ponto principal é que a ótica do cliente é a mais importante, sendo ela a direcionadora de todas as ações da empresa viabilizadas por meio do canal digital.

É imprescindível contar com equipes multidisciplinares, com profundo conhecimento em metodologias que estimulam o desenvolvimento de soluções a partir da ótica do cliente, como o Design Thinking. A boa notícia para tudo isso é que, atualmente, a tecnologia já se desenvolveu o suficiente para colocar em prática essas jornadas digitais.

Variações da estratégia podem eleger corretores, peritos, prestadores de serviços, oficinas e clínicas médicas como o centro das atenções. E cada um desses relacionamentos poderá se traduzir em jornadas digitais. Assim, aumentamos os públicos que se surpreenderão com essas novas experiências

Mercado segurador pode crescer até 11% em 2017

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2016 foi um ano muito difícil para a economia e o mercado segurador sentiu os efeitos. Menos do que outras indústrias como automobilística ou indústria de base. Mas a recessão prejudicou o desempenho das seguradoras ao elevar o índice de desemprego e rebaixar o poder de compra dos brasileiros. As vendas registraram em janeiro alta de 10,33%, porém em março despencou, soando um grande alerta no setor com índice de crescimento de 3,63%. Depois do susto, as vendas se recuperaram consistentemente até outubro, que exibe alta de 7,89%, de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). “Apesar das dificuldades, o mercado conseguiu ter resiliência e chegar a taxas semelhantes de 2015”, comemora Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg).

Até outubro, o volume de vendas de seguros e contribuições de previdência e capitalização totalizou R$ 189 bilhões. A expectativa é de encerrar o ano com índice entre 8% a 10%, considerando-se que o último bimestre do ano é, historicamente, o de maior arrecadação para o setor. “Ainda estamos avaliando os números de 2017, mas se a economia realmente reagir a partir do segundo semestre acreditamos que o setor consiga ter um desempenho de um ponto percentual acima do resultado deste ano. Ou seja, a projeção de alta está entre o intervalo de 9% e 11%”, afirmou Coriolano.

O crescimento do setor foi puxado pelo VGBL, um produto de vida com característica de previdência privada, e afetado negativamente pela queda da arrecadação do seguro de carro, que representa 45% do volume de prêmios de seguros gerais. O recuo das vendas de veículos zero quilômetro, responsável por cerca de 80% das apólices da carteira, asfixia o mercado sem novos negócios. Outro aspecto que impacta a carteira é que o preço do seguro de carro tem como base a Tabela Fipe, que teve forte desvalorização. “Esperamos com o auto popular mitigar a crise em automóvel, uma vez que ele tem preço mais acessível e é uma tentativa de manter pessoas que estão com o orçamento apertado como clientes”, explica o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), João Francisco Borges. Dados apontam que o seguro popular pode trazer ao mercado 20 milhões de veículos entre 5 e 20 anos de uso.

O seguro garantia também está na lista de oportunidades do setor para 2017. O seguro garantia passa a ser obrigatório para obras de grande porte, com cobertura de até 30% do valor total do contrato se aprovado o Projeto de Lei em pauta no Senado. As empresas querem ter regras mais claras para retomar a obra, como isenção de cobertura de débitos trabalhistas em caso de rompimento; não ter obrigação de fiscalizar e auditar a obra; além de eliminação de multa em caso de não retomada de obra. “Se for aprovado o aumento para 30%, o volume de prêmios triplicaria neste carteira. O bid bond, que todos contratam para garantir o preço ofertado na licitação, também traria números mais robustos em termos de arrecadação”, argumenta Borges.

O seguro rural e o residencial também estão entre os mais cotados em termos de crescimento. “O seguro rural tem grande potencial de avanço diante do potencial da área com 61,5 milhões de hectares não segurados. Também tem atraído o interesse de várias seguradoras”, sinalizou o presidente da FenSeg. Já o residencial tem grande potencial no país e deve avançar pois tem coberturas e serviços mais atraentes, o que facilita a vida dos corretores que passam a venderem o produto juntamente com o seguro de carro.

Previdência – A discussão em torno da reforma da previdência é um ponto alto para o segmento de planos privados. Edson Franco, presidente da Federação Nacional de Previdência Aberta (FenaPrevi), ressalta que o Brasil está a beira do abismo no que se refere a previdência social. “A PEC de gastos não se sustenta sem a reforma da previdência. Vai haver um grande debate para a transição, mas caminhamos na direção correta”, opina.

Ao impactar a vida das pessoas, as empresas de previdência se movimentam para atender esse gap entre o que o governo oferece e o que realmente é necessário em reserva financeira para as pessoas viverem com qualidade de vida a partir dos 65 anos. “Temos trabalhado para ofertar produtos com mais opções de investimentos, bem como ainda discutimos a aprovação do VGBL Saúde e do Universal Life, um produto de vida com acumulação de recursos com potencial estimado em 125 milhões de beneficiários”, enumerou.

A previdência apresentou o melhor desempenho dentro das linhas do mercado segurador. A discussão da reforma trouxe a urgência de se ter um plano B diante da reforma. Também inibiu os saques, beneficiando a captação liquida que apresentou um saldo positivo de R$ 42,93 bilhões, alta de 21,20% até outubro deste ano. “Esperamos sustentar esse nível de crescimento e encerrar o ano com índice entre 22% e 24% em relação ao ano passado, que registrou avanço de 26% em relação a 2014″, disse Franco.

Nos primeiros dez meses do ano, os aportes acumularam R$ 86,9 bilhões, evolução de 18,29%. o VGBL recebeu contribuições de R$ 79,8 bilhões no período e o PGBL R$ 6,34 bilhões. Os planos tradicionais de acumulação registraram R$ 694,6 milhões. “Não temos ainda uma previsão para 2017, mas certamente não será pior do que 2016”, afirmou Franco. “Porém, tudo vai depender dos indicadores macroeconômicos, pois a poupança individual depende da população ter emprego e melhora da renda.”

A FenaPrevi participou das discussões sobre a reforma da previdência e as sugestões dadas estão alinhadas com o texto apresentado pelo governo na semana passada. A federação também apresentou uma proposta de reforma estrutural, com modelo de previdência conhecido por ter quatro pilares, mesmo preconizado pelo Banco Mundial.

O primeiro seria assistencial e financiado por impostos, focado nas pessoas que não tiveram acesso ao mercado formal de trabalho. O segundo seria similar ao atual do INSS, de forma compulsória, mas com benefícios menores e financiado com contribuições de indivíduos e empresas. O terceiro pilar seria de contribuições individuais para contas também individuais e administrado pela iniciativa privada via processos de licitação, assim como acontece no Chile. O quarto pilar seria o da previdência voluntária como já acontece hoje nos aportes de fundos de previdência fechada e abertos.

Capitalização – As vendas de títulos de capitalização apresentaram um ligeiro recuo comparado ao ano passado. A receita global do segmento de títulos de capitalização atingiu R$ 15,5 bilhões até setembro, com os resgates, valores que são retornam aos clientes e suas famílias ao fim da vigência dos planos de capitalização, totalizando R$ 14 bilhões, alta de 17,3% em relação ao mesmo período de 2015.

Ainda sem previsão para 2017, Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap, acredita que a capitalização, por meio de mecanismos como a carência para resgates e do débito direto em conta-corrente, é um importante instrumento para ajudar a criar o hábito de guardar dinheiro. “A possibilidade de ser sorteado é um estímulo para que economizar passe a ser uma rotina”, afirma. As provisões técnicas – valores acumulados pelos clientes e que serão resgatados ao fim do prazo de vigência dos títulos – superaram os R$ 29 bilhões.

Saúde – O segmento de saúde suplementar sofreu grandes neste ano, com margens apertadas para as empresas e preços que pesam no bolso do consumidor. Solange Beatriz Vasconcelos, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), ressalta que a deterioração no mercado de trabalho e a queda do rendimento das famílias e empresas fez com que as vendas de planos coletivos empresariais registrasse queda 3,2% em 12 meses, passando de 33,2 milhões em setembro de 2015 para 32,1 milhões em setembro de 2016.

Os desafios da saúde suplementar em 2017 são imensos. “A crise e o desemprego geram redução no orçamento do consumidor, mas a saúde tende a ser mais resiliente porque a pessoa abre mão, primeiro, de outros serviços e mantém a assistência privada, até quando for possível. A crise também pesa para o empregador, já que o plano de saúde onera e passa ser um benefício caro”, explica Solange Beatriz.

Assim como as empresas querem manter seus clientes, os clientes querem manter o plano de saúde. Para isso, será preciso um grande debate com a sociedade, o que envolve governo, clientes, empresas e também os prestadores de serviços como médicos, hospitais e fornecedores. Uma das iniciativas para tentar reduzir o desperdício e as fraudes é ter novos modelos de remuneração e também a co-participação dos segurados no uso dos serviços. “O setor todo está empenhado em novos modelos de remuneração, no qual se prestigia o resultado e não o procedimento. É preciso encontrar um meio de ter planos que caibam no bolso do consumidor. Para isso, todos precisam estar dispostos para a conversa que tem como alvo a sustentabilidade do setor”, defende Solange.

CNSP aprova Seguro de Vida Universal

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Modalidade permitirá que segurado receba de volta parte do valor pago

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) aprovou na última sexta-feira, dia 23/12, em sessão extraordinária, uma resolução que dispõe sobre as regras e os critérios para estruturação, comercialização e operacionalização do Seguro de Vida Universal.

Já existente em vários países, com várias versões, o Seguro de Vida Universal permite que consumidor receba de volta parte dos valores pagos no fim da vigência da apólice, no caso de não ocorrência do sinistro.

Diferentemente dos seguros de vida tradicionais, o Seguro de Vida Universal contará com capital segurado composto por duas parcelas: capital segurado de risco e capital segurado de acumulação. Além disso, suas apólices serão apenas de longo prazo, com tempo mínimo de cinco anos.

Estarão disponíveis duas modalidades deste tipo de seguro: a com capital segurado constante e a com capital segurado variável.

A resolução, ainda a ser publicada, entrará em vigor 120 dias depois.

Feliz Natal

Grupo Bradesco Seguros aprimora serviço de acompanhamento on-line de sinistros

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Grupo Bradesco Seguros aprimora serviço de acompanhamento on-line de sinistros

O Grupo Bradesco Seguros implantou melhorias no acompanhamento on-line do sinistro de auto por parte de segurados e corretores. O serviço aprimora o sistema já existente, permitindo o upload de documentos, disponibilização de orçamentos, de dados da apólice e do aviso do sinistro, além de chat para corretores.

Para acompanhar a evolução do processo de sinistro, basta ao segurado acessar o portal www.bradescoseguros.com.br, clicar na aba “Acesso”, “Auto”, cadastrar login e senha e clicar no menu “Meu Seguro Auto”, disponível à esquerda da página. Já o corretor poderá acompanhar o processo de seus clientes por meio do portal 100% Corretor (destinado exclusivamente aos corretores cadastrados no Grupo Segurador).

Nessa primeira fase, o novo layout permitirá ao Grupo Segurador aprimorar a qualidade do serviço e aproximá-los (segurado e corretor) ainda mais da marca Bradesco Seguros. “Trabalhamos na melhoria e em mudanças contínuas em serviços que agreguem cada vez mais valor e qualidade, garantindo a satisfação de quem mais importa: o cliente”, explica José Sergio Bordin, Diretor-Geral de Auto/RE do Grupo Bradesco Seguros.

Início da cobertura do seguro de transporte internacional de importação.

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Os contratos de seguros de transportes internacionais contém uma cláusula chamada “Começo e Fim dos Riscos”, que é extremamente importante e muitas vezes passa despercebida a leitura dos segurados. Embora seja uma cláusula integrante da apólice, muitos segurados, por falta de orientação de seus assessores em seguros, podem ter estragos significantes em seus negócios, exatamente pela falta de orientação na contratação da apólice de seguro.

É comum dizer que as apólices cobrem “door to door” e “house to house”, termos obsoletos, sem aplicabilidade atual, que na verdade são vício de linguagem utilizados antes da criação do Incoterms. Isso pode ser uma armadilha para o importador, com a possibilidade ter sinistros recusados quando ocorridos em território estrangeiro.

Na realidade, os termos “door to door” e “house to house” só são entendidos nas importações na modalidade Ex-works, com a qual o importador tem a responsabilidade de coletar a mercadoria no depósito do fornecedor e levá-la ao porto ou aeroporto de embarque. No Incoterms Ex-works, a cobertura do seguro se inicia no momento em que a mercadoria começa a ser carregada no lugar mencionado para o começo do trânsito e continua durante o seu curso ordinário. Incoterms com denominação Fob Origem, Fob Miami (ou outra cidade) não são reconhecidos pelas seguradoras, entendendo-se que a cobertura do seguro começará no porto ou aeroporto de embarque. Assim, não existirá cobertura para os riscos durante percurso entre o local de saída e o porto ou aeroporto de embarque, exceto em negociações especiais e que sejam garantidas por cláusulas inseridas na apólice.

Com a intensidade da logística na busca da otimização das importações, alguns contratos são negociados com logística adaptada ao negócio do importador, muitas vezes com condições diferentes das estabelecidas pelo Incoterms. Nessas situações, as condições de importação diferenciadas devem ser submetidas às seguradoras para avaliação dos riscos expostos e definição da aceitação ou não do seguro, caso contrário, o importador estará sujeito à perda do direito da cobertura de seguro. Exemplificando, alguns importadores compram mercadorias de diversos exportadores e as guardam em um armazém de consolidação de cargas, para que essas sejam despachadas para o Brasil. Nos Incoterms FOB e CPT, o início da cobertura é a partir do porto ou aeroporto de embarque, ficando claro que o transporte no percurso interno (inland) entre o consolidador e o local de embarque não está coberto pelo seguro de transporte internacional de importação contratado no Brasil.

A fim de se proteger contra eventualidades que possam trazer prejuízos, os importadores têm a possibilidade de negociar adicionalmente a sua apólice de seguro, cláusulas especiais para cobrir os riscos em território estrangeiro.

DESMISTIFICANDO O SEGURO AERONÁUTICO: ENTENDA QUAIS SÃO AS COBERTURAS E QUAIS OS RISCOS EXCLUÍDOS

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Carlos Barbosa especialista em Direito AeronáuticoCarlos Barbosa é piloto de avião e advogado especialista em Direito Aeronáutico e Direito Internacional. Atuou como advogado de associações profissionais como a Associação Brasileira de Pilotos da Aviação Civil (ABRAPAC), Associação dos Aeronautas da Gol Linhas Aéreas (ASAGOL) e do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). Atualmente é sócio do escritório Carlos Barbosa Advogados, é membro efetivo da Academia Brasileira de Direito Aeronáutico (ABDA) e da Comissão de Direito Aeronáutico da OAB/SP, além de colunista, palestrante e escritor sobre o assunto.

 

DESMISTIFICANDO O SEGURO AERONÁUTICO: ENTENDA QUAIS SÃO AS COBERTURAS E QUAIS OS RISCOS EXCLUÍDOS

O mercado aéreo brasileiro consolidou se como o segundo maior mercado em aviação geral do mundo, mantendo-se atrás, apenas dos Estados Unidos. De acordo com dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), mesmo com a recente queda de vendas de aeronaves, a frota da aviação geral brasileira cresceu 1,1% entre 2014 e 2015, subindo de 15.120 para 15.290 unidades, considerando jatos, helicópteros, entre outros.

E, mesmo em um cenário onde o número de aeronaves em movimento só aumenta, paradoxalmente, houve uma significativa redução de acidentes aeronáuticos no país, de acordo com o Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira, entre 2006 a 2015, dados elaborados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – CENIPA.

E entre todos esses acidentes, se formos dividi-los por segmentos da aviação, surge uma estatística preocupante. A devastadora maioria deles ocorre no âmbito da aviação geral, do Serviço Aéreo Especializado (SAE), na modalidade agrícola e da instrução de voo. Estes três segmentos representam 77,8% do total de acidentes.

agricolaSabemos que 100% da segurança de voo significa avião no chão. Infelizmente ainda não conseguimos atingir um índice absoluto neste sentido. E mesmo com todos os esforços de todos os agentes envolvidos para elevar cada vez mais os níveis de segurança de voo, acidentes acontecem. É nesse cenário que surge a segurança do Seguro Aeronáutico, que garante cobertura para os riscos do transporte aéreo, isto é, os danos causados, os reembolsos de despesas e as responsabilidades legais que o segurado venha a ser obrigado a pagar em virtude da utilização da aeronave.

Essa proteção abrange riscos como os danos causados ao casco do avião (célula) e aos seus motores e equipamentos (aviônicos); os reembolsos de despesas de sinistros; as responsabilidades civis sobre passageiros, carga, tripulação, pessoas e bens no solo (terceiros) que o segurado venha a ser obrigado a pagar, em decorrência da utilização da aeronave segurada.

A contratação desse tipo de seguro é feita, em regra, na modalidade “all risks” (todos os riscos). Ou seja, é assegurada a garantia total e ampla para todo e qualquer dano à aeronave, com exceção apenas àqueles decorrentes de riscos explicitamente excluídos na apólice.

honda-jet-2_free_bigUma dúvida muito comum é: todos os tipos de aeronaves são seguráveis? Sim, principalmente as aeronaves de asas fixas (jatos, turboélices e aviões convencionais, por exemplo) e asas rotativas (helicópteros e outros). Conceitualmente, aeronave é qualquer aparelho capaz de se sustentar e se conduzir no ar com objetivo de transportar pessoas e/ou coisas. Com isso, é plenamente possível a contratação de seguro aeronáutico para asas deltas e balões, por exemplo.

O documento que contém as condições gerais e as condições especiais do seguro chama-se apólice. Nas condições gerais são inseridos os aspectos básicos do contrato, comuns para todas as coberturas (ex.: riscos excluídos em qualquer caso), bem como são armados os direitos e obrigações das partes (ex.: vigência, prêmio, foro, prescrição etc).

Já as condições especiais, por sua vez, trazem algumas garantias adicionais e outras obrigatórias, explicando as situações em que cada uma delas poderá ser acionada. São as condições especiais que trazem a previsão dos conhecidos “Aditivos A e B” e a cobertura “R.E.T.A. a 2° risco”.

O Aditivo A nada mais é do que outra nomenclatura para a garantia do casco da aeronave. É a cobertura dos danos materiais, das despesas com socorro, salvamento da aeronave sinistrada, no caso de acidentes e atos danosos praticados por terceiros. O Aditivo B é a garantia chamada R.E.T.A. (Responsabilidade do Explorador e Transportador Aéreo).

De acordo com o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) toda aeronave no Brasil deve, obrigatoriamente, possuir tal cobertura que garante o reembolso de indenizações por danos corporais e/ou materiais que o segurado venha a ser obrigado a pagar em decorrência da aeronave sinistrada. Trata-se do seguro similar ao seguro automotivo DPVAT.

Há também uma cobertura de responsabilidade civil facultativa para os proprietários de aeronaves, chamada R.E.T.A. a 2º risco, cujo propósito é complementar a garantia R.E.T.A., uma vez que os valores de indenização desta são considerados relativamente baixos (aproximadamente R$15.000 por pessoa, incluindo todos a bordo), já que limitados pelo CBA.

dscf7170-jpg%20%5b7%5dMas como em qualquer outro contrato de seguro, há riscos que são excluídos. No seguro aeronáutico não são indenizados, por exemplo:

a) perda, destruição ou dano direta ou indiretamente causado por radiações ionizantes ou por radioatividade de qualquer combustível nuclear;

b) perdas ou danos causados por ventos de velocidade igual ou superior a 60 nós, terremotos e outras convulsões da natureza, salvo quando a aeronave estiver em voo ou manobra;

c) perdas, danos ou responsabilidades decorrentes direta ou indiretamente de atos de hostilidade ou de guerra, rebelião, insurreição, revolução, confisco, nacionalização, destruição ou requisição por autoridade de fato ou de direito;

d) lucros cessantes e danos emergentes direta ou indiretamente resultantes da paralisação da aeronave segurada, dentre outros.

Contudo, o interessado poderá optar pela cobertura de alguns desses riscos através das condições especiais do contrato, adquirindo coberturas facultativas e adicionais. Acidentes, infelizmente, acontecem e vão desde colisão com aves e impacto de raios até atos de terrorismo, aterrissagens forçadas e, em último caso, a queda da aeronave.

Não surpreende a recente informação da Comissão Europeia de que os prêmios diretos arrecadados em seguro aeronáutico no mundo pelas empresas aéreas superem os US$ 2 bilhões por ano.

cirrus 2O seguro aeronáutico é uma obrigação e, cada vez mais, uma necessidade, pois além de garantir as atividades realizadas pelas empresas aéreas, por proprietários de aeronaves no geral e pelo Estado, garante a execução das tarefas atinentes aos aeronautas, fornecendo segurança ao serviço em todos seus aspectos, inclusive aos terceiros e bens na superfície, aos passageiros e à carga, pois, nesse setor, o risco é inerente e não há formas de sua desvinculação. Sabemos que 100% da segurança de voo significa avião no chão.

Infelizmente ainda não conseguimos atingir um índice absoluto neste sentido. E mesmo com todos os esforços de todos os agentes envolvidos para elevar cada vez mais os níveis de segurança de voo, acidentes acontecem. É nesse cenário que surge a figura do Seguro Aeronáutico, que garante cobertura para os riscos do transporte aéreo, isto é, os danos causados, os reembolsos de despesas e as responsabilidades legais que o segurado venha a ser obrigado a pagar em virtude da utilização da aeronave

Ministério da Agricultura receberá novas propostas para adesão ao seguro rural

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O deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC) informa que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) abrirá o sistema para recebimento de novas propostas para adesão ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR)

O sistema será aberto nos dias 12 e 13 de dezembro e permanecerá até a utilização integral dos valores disponibilizados. No entanto, todas as apólices devem ser encaminhadas para o sistema, impreterivelmente, até o dia 22 de dezembro.

Para os grãos de verão e de inverno estão disponíveis R$10 milhões em subvenção para cada grupo. Já para frutas e outros são R$ 1,5 milhão por grupo.

“Produtores de grãos de verão, de inverno, de frutas e outros devem procurar as seguradoras o quanto antes para fazer suas apólices e garantir o subsídio de até 60% do valor do prêmio que o ministério disponibiliza”, completou Colatto.

 

O seguro viagem para os destinos mais procurados no Réveillon

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Escolher o destino que vai passar a virada do ano é uma tarefa difícil, que envolve diversos fatores. Pontos turísticos, distância do local de origem e preço são alguns pontos que influenciam essa escolha. Um outro ponto essencial para a decisão são os eventos preparados pela cidade para comemorar a chegada do novo ano.

A Bidu Corretora listou os principais destinos para passar a virada do ano em todo o mundo, assim como o valor do seguro viagem para cada um.

Rio de Janeiro (Brasil)

A famosa queima de fogos na praia de Copacabana torna o Rio de Janeiro um dos principais destinos escolhidos para passar a virada do ano. No entanto, além de curtir a virada, os visitantes podem aproveitar a viagem para curtir as principais praias da região, conhecer os pontos turísticos e aproveitar a noite carioca.

O seguro viagem para as terras cariocas custa por volta de R$ 13.

Punta Del este (Uruguai)

Conhecida pela sofisticação de cassinos, restaurantes e resorts de luxo, a cidade conta com diversas opções para quem busca curtir belas praias e também a vida noturna da região. Na noite do ano novo, além da tradicional queima de fogos na praia, conta com várias festas espalhadas pela cidade.

Para a região, o viajante paga por volta de R$ 59,83 no seguro.

Nova Iorque (Estados Unidos)

O frio intenso pode até afastar alguns brasileiros, mas a Times Square é um dos destinos mais conhecidos no mundo quando pensamos na virada do ano. A festa, marcada pela descida da enorme bola e por diversas atrações musicais, recebe milhões de pessoas por ano.

Para o destino americano, o seguro viagem custa R$ 89,77.

Sydney (Austrália)

Quem decidir passar a virada em Sydney será um dos primeiros a celebrar o início do ano novo, já que o local possui uma diferença de 12 horas em relação ao horário oficial de Brasília. A comemoração também é em grande estilo – o show pirotécnico acontece na baía de Sydney, com fogos sendo disparados de balsas, dos arranha-céus e da Harbour Bridge, um dos cartões-postais da cidade.

O seguro viagem para lá custa, em média, R$ 59,83.

Moscou (Rússia)

Moscou é um dos destinos mais escolhidos para quem quer passar a virada do ano na Rússia. O ano novo na Praça Vermelha, um dos principais locais históricos da capital russa, atrai milhares de pessoas para a queima de fogos. Se tiver mais um tempo, o viajante pode aproveitar para conhecer outros países da Europa.

Para aproveitar o destino com mais tranquilidade e segurança, o turista desembolsa em torno de R$ 76,44.

Cidade do Cabo (África do Sul)

A Cidade do Cabo é o destino mais animado da África do Sul no Réveillon. Todo o agito se concentra no Centro da Cidade, na Long Street, e os turistas contam com diversas opções de restaurantes e baladas para a comemoração. Nos dois primeiros dias do ano, a cidade recebe a Procissão da Marcha do Menestrel, com pessoas fantasiadas e pintadas e muita música.

Para o local, o viajante para em média R$ 59,83 no seguro.

Tokyo (Japão)

Para quem está acostumado com praias e as comemorações tradicionais de ano novo, passar a virada em Tokyo pode ser uma experiência totalmente diferente. Lá, não há o costume de fazer festas no fim do ano, mas os viajantes podem juntar-se às pessoas que realizam o Hatsumode, a primeira visita do ano a um santuário ou templo.

O seguro, para o destino, também custa por volta de R$ 59,83.

Punta Cana (República Dominicana)

As praias de areia branca, mar azul e coqueiros que completam a paisagem já são grandes atrativos de Punta Cana em qualquer época do ano. No Réveillon, não há comemorações em toda a cidade, como acontece no Brasil, mas a maior parte dos resorts contam com atrações para o período. Também é possível aproveitar a viagem para mergulhar, nadar com golfinhos, conhecer pontos turísticos e, até mesmo, fazer compras nos shoppings e centros de compras da região.

R$ 59,83 também é o valor pago, em média, no seguro para quem irá visitar o destino.

L.S.
Revista Apólice

Endereço: Av. Rio Branco, nº 124, 4º-9º-10º e 11º pavimentos, Centro - Rio de Janeiro - RJ